Cirurgia Plástica Ocular

Melhorar a autoestima, corrigir imperfeições do rosto, rejuvenescer o paciente, tratar doenças e melhorar o campo visual. Esses são os benefícios da cirurgia plástica ocular.

O QUE É A CIRURGIA PLÁSTICA OCULAR?

A cirurgia plástica ocular ou oculoplástica é a área da oftalmologia que cuida dos anexos oculares, ou seja, pálpebras, região periocular, vias lacrimais e órbita. Trata-se, portanto, do cuidado de todos os elementos que protegem os olhos e a visão.

O oculoplástico, ou o especialista em plástica ocular, é o médico oftalmologista capacitado para tratamento reconstrutivo e estético das pálpebras, vias lacrimais e órbitas.

CIRURGIAS PLÁSTICAS OCULARES

Blefaroplastia

A blefaroplastia rejuvenesce a área ao redor dos olhos, fazendo com que o olhar pareça mais atento e jovial. O procedimento está indicado para quem tem excesso de pele e bolsas de gordura nas pálpebras e para quem tem ptose palpebral. Também pode ser feito para remoção de xantelasmas, além de rugas nas pálpebras inferiores.

Blefaroplastia com laser CO2

A blefaroplastia a laser é um procedimento moderno. O aparelho mais utilizado para realizar a cirurgia plástica das pálpebras é o laser de CO2 fracionado. O equipamento possui 2 ponteiras, uma delas é utilizada no início da cirurgia para realizar os cortes na pele. Ao contrário da cirurgia de blefaroplastia tradicional, que utiliza o bisturi convencional, a ponteira do laser coagula os vasos sanguíneos, impedindo sangramentos ao mesmo tempo em que realiza os cortes. O emprego do laser reduz bastante o inchaço e a formação de hematomas no período pós-operatório. Ao final da cirurgia, o oculoplástico pode trocar a ponteira de cortes (primeira ponteira) pela segunda, para realizar o resurfacing ou peeling.

Blefaroplastia Estruturada

A blefaroplastia clássica, que pode ser superior e/ou inferior, é considerada uma cirurgia redutora, em que se retira tecidos para se obter os resultados estéticos e funcionais desejados. Já a blefaroplastia estruturada otimiza os resultados da blefaro clássica, pois fortalece músculos e ligamentos, esculpindo tecidos. A blefaroplastia estruturada pode envolver também a realização dos seguintes procedimentos: elevação de supercílios, cantopexia e cantoplastia, Sutura de Brassiere, técnicas para combate a flacidez e para estímulo de colágeno na pele do rosto, como peeling de ATA ou fenol, laser de CO2, radiofrequência, fios PDO, toxina botulínica, ácido hialurônico, dentre outras.

ADAPTAÇÃO DA PRÓTESE OCULAR

A adaptação de uma prótese ocular é um instrumento de reabilitação. Sua função é muito mais ampla do que meramente estética e permite trazer ao indivíduo a autoestima perdida e a ressocialização. É muito importante que o especialista em plástica ocular seja consultado antes e durante a adaptação da prótese. Sem o globo ocular, a área começa a apresentar atrofia, fazendo com que a pálpebra se volte para dentro e o olho fique permanentemente fechado. Será o oculoplástico que irá determinar se há necessidade de alguma cirurgia antes da adaptação e se a prótese está adequada. Próteses oculares mal adaptadas podem trazer muitos riscos para a cavidade anoftálmica ao longo do tempo.

OCIDENTALIZAÇÃO OU CIRURGIA DAS DOBRINHAS

A cirurgia de ocidentalização ficou conhecida como “cirurgia das dobrinhas”. Muito difundida em toda a Ásia, a “cirurgia das dobrinhas” é um procedimento oftalmológico que cria, nas pálpebras superiores, o sulco palpebral comum de olhos de homens e mulheres de origem ocidental. Além de criar a sulco palpebral, a ocidentalização diminui o volume das pálpebras, deixando-as mais magras. Esse resultado acaba dando a impressão de que os olhos são maiores, realçando o olhar. Uma outra vantagem da cirurgia de pálpebras é a harmonização que o rosto ganha após a operação e isso se dá por conta de um olhar mais expressivo em relação ao que era antes.

EVISCERAÇÃO

A evisceração é um procedimento realizado para remoção do conteúdo interno do globo ocular, preservando a musculatura, o que possibilitará que a futura prótese tenha movimento. A cirurgia é indicada para pessoas portadoras de tipos de câncer em estágio avançado, onde o globo ocular foi comprometido; olho doloroso ou esteticamente comprometido; doenças infecciosas que tenham destruído totalmente o olho e a visão e acidentes que tenham causado trauma no globo ocular.

ENUCLEAÇÃO

A enucleação consiste na remoção do globo ocular como um todo, isto é, da córnea, da esclera, da úvea e do conteúdo. A enucleação implica na secção do nervo óptico. A evisceração é um procedimento realizado para remoção do conteúdo interno do globo ocular, preservando a musculatura, o que possibilitará que a futura prótese tenha movimento. O resultado estético das cirurgias é semelhante, mas no caso de suspeita de câncer ocular deve ser realizada a técnica de enucleação, quando o olho é removido sem nenhum tipo de dor para o paciente e os músculos do olho são preservados, melhorando o aspecto estético depois da cirurgia. Já na evisceração, somente o conteúdo do olho é removido, mas a parede do olho, não.

RECONSTRUÇÃO DA CAVIDADE ANOFTÁLMICA

Quando a cavidade orbitária não possui globo ocular, estamos diante de uma cavidade anoftálmica. O paciente com cavidade anoftálmica precisa de reabilitação estética para a adaptação de prótese ocular. O ideal é a cavidade anoftálmica seja corrigida com o implante orbitário ou com o enxerto dermoadiposo. Essa correção visa reestabelecer o volume intraorbitário perdido. A ausência dessa correção é uma das principais causas de estenose da cavidade e má adaptação de prótese ocular. Após a plena reabilitação cirúrgica da cavidade, o paciente deve ser encaminhado ao protético que irá adaptar a prótese em conjunto com o cirurgião ocular.

OBSTRUÇÃO DO CANAL LACRIMAL

A obstrução do canal lacrimal afeta adultos e crianças, mas é mais comum em bebês. A obstrução congênita do canal lacrimal pode ser explicada por um parto prematuro ou, ainda, por problemas no desenvolvimento craniofacial do bebê. Já em casos de obstrução do canal lacrimal em adultos, as causas podem ser diversas: envelhecimento, presença e tumores e efeito colateral de tratamentos médicos. Em crianças, o tratamento envolve o uso de colírios lubrificantes e massagens no canto do olho. O uso de uma sonda para abrir o canal, denominada sondagem das vias lacrimais e, em casos mais complexos, a realização de cirurgia podem ser procedimentos necessários, dependendo de cada caso. Nos adultos é preciso compreender o motivo que levou à obstrução do canal lacrimal. A utilização de colírios e antibióticos pode ser prescrita, mas, em boa parte dos casos, cirurgias para alargamento do canal lacrimal ou até mesmo para a criação de uma nova comunicação entre o saco lacrimal e o nariz são necessárias.

CORREÇÃO DE TRIQUÍASE

A correção da triquíase é indicada para pacientes onde os cílios tocam a superfície do globo ocular, normalmente os pacientes sentem “raspar” algo no olho, lacrimejamento, olho vermelho. Além do desconforto, a triquíase pode causar danos irreversíveis à córnea, por isso deve ser tratada. Quem é portador de triquíase pode desenvolver inflamações recorrentes, erosões e até ulcerações nas córneas por causa dos cílios desalinhados que tocam na superfície da córnea. O tratamento definitivo é sempre cirúrgico. Existem algumas técnicas cirúrgicas como a eletrólise com bipolar, eletrólise com radiofrequência, laser e em alguns casos remoção cirúrgica de uma porção da margem palpebral e colocação de enxerto no local (mucosa labial), sendo algumas destas técnicas muito efetivas.

COMO PODEMOS TE AJUDAR?

TUMORES PALPEBRAIS OU OCULARES

A pálpebra é o lugar mais comum para o aparecimento de tumores na região dos olhos. Uma série de tumores pode afetar esta região. O tratamento dessas lesões com alterações estéticas é a remoção cirúrgica. O oculoplástico remove a lesão, de preferência inteira (biópsia excisional) ou apenas para fazer o diagnóstico (biópsia incisional). Lesões malignas devem ser ressecadas com margem de segurança. O material deve ser enviado para avaliação do patologista, que determina o tipo de tumor e se foi removido completamente. Diversas técnicas cirúrgicas podem ser utilizadas para reconstruir a pálpebra depois da remoção do tumor, geralmente resultando em bom resultado funcional e estético para o paciente.

PTOSE CONGÊNITA

A ptose congênita infantil ou pálpebra caída consiste na dificuldade em levantar a pálpebra superior adequadamente desde o nascimento, podendo obstruir parcialmente ou totalmente a pupila, ocasionando a falta da visão completa. Se a queda da pálpebra na infância for grave e não tratada pode causar outras condições como a baixa visão por falta de uso, conhecida como ambliopia. Duas técnicas têm se mostrado eficientes, adequadas e seguras para a correção congênita da ptose: a ressecção do músculo levantador, que tem o objetivo de encurtar o músculo, permitindo sua ação mais direta na margem palpebral, e a cirurgia de ptose com elevação ao músculo frontal ou do próprio músculo frontal.

PTOSE

Blefaroptose ou ptose palpebral é a condição que indica a queda da pálpebra superior. Além de ser um problema estético, a ptose causa restrição do campo visual superior ou oclusão do eixo visual. A ptose pode ser classificada em congênita ou adquirida. A ptose congênita é decorrente da distrofia (uma má formação) do músculo levantador da pálpebra superior (MLPS). A forma adquirida pode ser classificada em aponeurótica, miogênica, neurogênica, traumática e mecânica.

ECTRÓPIO E ENTRÓPIO

O entrópio é uma condição em que as margens palpebrais se apresentam invertidas, em direção ao globo ocular. O atrito dos cílios e da pele sobre a córnea e conjuntiva provoca sintomas irritativos e lacrimejamento, podendo chegar a quadros graves de úlceras perfuradas. O tratamento é cirúrgico, objetivando a reestruturação e o fortalecimento dos tecidos palpebrais. Já o ectrópio é uma afecção caracterizada pela inversão para fora da margem palpebral, acarretando exposição corneana e conjuntival e levando a conjuntivite crônica, inflamação da borda palpebral, ceratite, dor e lacrimejamento. Em qualquer tipo de ectrópio, o tratamento é cirúrgico, sob anestesia local, em regime ambulatorial e, assim como no entrópio, visa-se o fortalecimento e a restituição anatômica e funcional da pálpebra.

DÚVIDAS SOBRE CIRURGIA PLASTICA OCULAR

1) Para quem a blefaroplastia está indicada?

Você pode considerar a blefaroplastia se as pálpebras caídas ou flácidas impedem que você abra os seus olhos ou se as suas pálpebras inferiores puxam os seus olhos para baixo. A remoção do excesso de tecido das pálpebras superiores pode melhorar sua visão. A blefaroplastia da pálpebra superior e inferior pode fazer seus olhos parecerem mais jovens e mais alertas. A blefaroplastia pode ser uma opção se você tiver:

  • Pálpebras superiores flácidas ou caídas;
  • Excesso de pele das pálpebras superiores que interfere na visão periférica;
  • Excesso de pele nas pálpebras inferiores;
  • Bolsas sob seus olhos.
2) Posso fazer a blefaroplastia junto com um procedimento estético na face?
Você pode se submeter à blefaroplastia e realizar um procedimento estético na face, ao mesmo tempo, como a aplicação de laser ou de toxina botulínica. O oculoplástico vai orientá-lo sobre a combinação segura e indicada dos procedimentos.
3) A blefaroplastia requer anestesia geral e internação do paciente?
Na blefaroplastia administramos uma sedação antes da anestesia local. Não há a necessidade de anestesia geral para realizar o procedimento. E quanto à internação, geralmente, o paciente não precisa dormir no hospital. Ele só fica internado o tempo suficiente para se recuperar da sedação. A maioria dos pacientes vai embora para casa no mesmo dia da cirurgia.
4) A blefaroplastia pode deixar meus olhos secos?
A blefaroplastia é uma das cirurgias estéticas mais realizadas no mundo e o olho seco é uma das complicações reconhecidas pelos cirurgiões neste tipo de procedimento. Esse é um sintoma temporário, que desaparece com o tempo. Converse com o seu médico sob este aspecto da cirurgia e ele o orientará apropriadamente.
5) Para o tratamento de rugas, só dispomos de toxina botulínica?

Não. A associação de toxina botulínica, fios PDO, skinbooster, Profhilo, peelings e tecnologias como laser e ultrassom microfocados auxiliam no tratamento das rugas já existentes e na prevenção do surgimento de novas rugas.

6) Quais são as principais áreas da face que podem receber o preenchimento com ácido hialurônico?

O conceito de preenchimento mudou muito nos últimos anos. Antigamente, se limitava a sulcos e vincos. Hoje em dia, para se obter um efeito natural, privilegiamos a aplicação atrás da linha ligamentar que passa pela face para não volumizar quando não há necessidade, promovendo um efeito de sustentação, contorno e melhora da qualidade da pele. O ácido hialurônico é muito utilizado ainda para devolver a beleza, a harmonia e a sensualidade aos lábios, para rinomodelação e para suavizar olheiras profundas.

7) Os tratamentos estéticos podem substituir as cirurgias plásticas oculares?

As cirurgias plásticas oculares continuam tendo o seu papel no combate ao envelhecimento. Por exemplo, nenhum tratamento estético na pálpebra pode oferecer o resultado que uma blefaroplastia entrega. Os tratamentos estéticos resolvem problemas específicos do envelhecimento facial e podem ser usados de maneira preventiva ou complementar à cirurgia. É o caso da toxina botulínica, que pode prevenir rugas e tratar as já existentes. Um ponto importante aqui é que você não precisa fazer uma cirurgia plástica para ter uma pele bonita, saudável e bem cuidada. E que os melhores resultados para prevenir e tratar o envelhecimento estão sendo obtidos com o emprego casado de cirurgias e procedimentos estéticos.

COMO PODEMOS TE AJUDAR?

Se você está pensando em fazer uma cirurgia plástica ocular, mas ainda tem dúvidas sobre o procedimento, tais como sobre suas indicações, seus riscos, tempo de recuperação, agende uma consulta com o especialista em plástica ocular.
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